• Rafael Lehmkuhl

Proteção Familiar evita que herdeiros percam patrimônio

Atualizado: 28 de Mai de 2018

Muitas famílias não pensam em se proteger através de um seguro de vida, por acharem que já possuem patrimônio suficiente para garantir sua subsistência caso o principal provedor venha a faltar. Você conhece alguém que tenha perdido o patrimônio num processo de inventário? Ou que tenha levado mais de 05 ou até 10 anos para finalizar um processo de sucessão?

Agora, imagine que você tenha uma herança milionária para receber, mas não consegue mexer ou ter acesso a esse dinheiro. O que fazer nessa situação? Sabe por que motivo isso ocorreu? Porque seu pai e a grande maioria das pessoas não planeja faltar prematuramente e, por isso, não pensa em contratar um seguro para seu maior patrimônio, que é sua vida. Geralmente as pessoas são convictas de que com um patrimônio já formado e valores consideráveis investidos no banco, já garantem o padrão de vida de sua família se ocorrer algum imprevisto. Ledo engano. Segundo a especialista em Planejamento Financeiro, Proteção Familiar e sócia da Sherpa Wealth Guides, Viviane Fernandes, justamente quando a família está formando patrimônio ou já tem uma situação financeira confortável e padrão de vida estável, torna-se importante pensar na sucessão patrimonial. “Ninguém pensa em quanto custa para os filhos ou para o cônjuge fazer um inventário após a morte do principal provedor da família. Muitas famílias não têm liquidez imediata e como nossa sociedade ainda vive dentro dos padrões tradicionais, muitas vezes o pai, provedor, não comunica quais investimentos possui e nem abre numa mesa de jantar o patrimônio que ele acumula. E no caso de sua morte, esse patrimônio pode se tornar um elefante branco, ou seja, só fonte de despesa”.



No momento de perda, ninguém imagina lidar com finanças, mas logo se torna necessário ter acesso à situação financeira da família. A pior situação ocorre quando a morte é prematura e inesperada. Há casos em que o principal provedor ainda deixa filhos menores e a viúva se percebe numa situação sem saída. Desconhece os investimentos do marido e nem tem conhecimento das despesas assumidas. Isso ainda é muito comum.

“Muitos empresários e profissionais liberais, como médicos, dentistas e advogados focam totalmente sua vida no trabalho para construir patrimônio e garantir um melhor padrão de vida, mas não envolvem suas famílias no seu dia-a-dia de investimentos e compras de bens. Acreditam que suas esposas precisam apenas administrar a rotina familiar, como levar os filhos na escola, nos cursos e garantir tranquilidade e momentos de lazer quando eles estiverem juntos, nos finais de semana”, diz Viviane. “Porém, quando acontece algum imprevisto, ou menciono nas visitas realizadas a possibilidade de uma interrupção abrupta na geração de renda, todos se assustam. Ninguém pensa nisso. Acham desagradável falar sobre o assunto, mas quando começo a relatar alguns fatos, começam a refletir sobre a importância da proteção”, complementa ela.

É muito importante pensar nisso! Pois num momento emocionalmente difícil, decorrente da perda de um membro da família, esse é um assunto que pode gerar transtornos desnecessários quando não é feito um planejamento sucessório adequado. E, quanto maior o patrimônio e os investimentos, maior costuma ser a necessidade de liquidez para recebê-lo.

Viviane, sócia da Sherpa Wealth Guides, com sua experiência de mais de 20 anos na área de Proteção Familiar e Planejamento Financeiro, possui casos de clientes que passaram por situações semelhantes e, o pior, sua história pessoal faz com que se preocupe ainda mais em proteger pessoas. Quando perdeu sua mãe, em 1996, ainda não tinha o conhecimento que possui hoje e nem a experiência. Resultado? Ela e suas duas irmãs, por serem novas e estarem ainda construindo seu patrimônio, tiveram dificuldades para finalizar o inventário, por falta de recursos financeiros. Ela sabe por causa própria a importância da liquidez financeira.

Para mostrar em números a necessidade de liquidez, que só os seguros de vida garantem, um cliente dela possuía um patrimônio considerável, que envolvia a casa aonde morava a família, apartamentos, terrenos, chácara, vários automóveis e aplicações financeiras. O montante representava milhões. No entanto, sem ninguém esperar, ele foi vítima de um acidente fatal, durante uma das constantes viagens a trabalho, na BR 101, deixando tudo como herança aos seus dois filhos ainda adolescentes.

Para ter acesso ao dinheiro, os dois filhos precisavam desembolsar mais de R$ 800 mil apenas em imposto, já que para essa faixa de valor a cobrança em Santa Catarina é de 7% sobre o total a ser herdado. A esposa viúva e nem os filhos tinham liquidez suficiente para cobrir esse gasto milionário, mas ao arrumar os pertences do falecido marido/pai, foi localizada uma apólice do seguro de vida contratado. Daí, foi possível desembolsar em poucos dias a quantia necessária para dar entrada no processo de inventário porque o pai havia deixado um seguro de vida no montante de R$ 1,5 milhão, indicando sua esposa e seus dois filhos como beneficiários. Além das taxas, ainda foi possível dar continuidade no pagamento das despesas mensais da família.

O diferencial do seguro de vida se deve ao fato de ele não se enquadrar como herança e a indenização ser isenta do imposto de renda. Soma-se a isso o fato de que, uma vez entregue toda a documentação necessária de modo correto, o pagamento costuma ocorrer dentro do prazo legal de 30 dias, podendo até ser feito antes, quando as seguradoras já fazem a avaliação prévia de risco em seus clientes.

Para calcular o valor ideal de um seguro de vida, deve-se considerar todo o contexto familiar, as despesas mensais já assumidas, o patrimônio imobilizado e também o valor total dos investimentos. Tal pesquisa tem não só a finalidade de sucessão patrimonial, mas também considerar que uma família leva em torno de 36 meses para se reorganizar financeiramente.

Essa liquidez promovida pela indenização do seguro de vida é importante porque nenhum bem da herança pode ser vendido enquanto o inventário não for finalizado. Por isso, se a família do cliente atendido pela sócia da Sherpa não tivesse essa estrutura de sucessão patrimonial na família, eles precisariam solicitar uma autorização judicial para vender algum dos imóveis arrolados no inventário. Esse processo pode ser bastante demorado, especialmente quando os herdeiros não concordam com a venda ou com o valor sugerido pelo imóvel, como também por acarretar em possíveis perdas financeiras, porque o possível comprador não poderá concretizar a escritura até o término do inventário, pois nesses casos, o inventário pode se arrastar por anos na justiça, sem uma definição.

Quanto custa um inventário?

Existem, basicamente, dois modos de conduzir um processo de inventário no Brasil: por via judicial ou extrajudicial. A alternativa mais rápida e com o melhor custo-benefício é a extrajudicial, quando todo o processo é feito por escritura pública em cartório e costuma ser concluído em poucos meses. Para poder entrar neste modo extrajudicial, porém, os herdeiros precisam ser maiores de idade, concordar com a partilha e não haver um testamento elaborado.

Essas condições dificilmente são alcançadas por completo, fazendo com que o inventário judicial seja a alternativa mais comum no Brasil. Nessa modalidade, existem três custos principais: ITCMD, custos e taxas processuais e os honorários advocatícios. Aí que os advogados adoram trabalhar. Essas despesas costumam ser definidas no âmbito estadual, mas colocando todos eles na ponta do lápis os custos podem chegar próximos a 20% do valor total a ser recebido na herança. Como esse valor geralmente é pago antes mesmo de receber a herança, gera-se um problema de liquidez em muitas famílias. Para melhor exemplificar e esclarecer o assunto, separamos a seguir os principais custos da herança:

ITCMD: essa é a sigla para Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação. A competência para definir a alíquota do imposto cabe aos estados e ao Distrito Federal, mas sempre respeitando o limite de 8%. O estado também pode determinar uma cobrança de modo progressivo, assim como acontece em Santa Catarina, onde os herdeiros mencionados na matéria tiveram que arcar com a faixa mais alta, de 7%.

Honorários advocatícios: todo processo de inventário precisa ser acompanhado por um advogado. Eles são os responsáveis por conferir toda a documentação e conduzir o trabalho burocrático. Não há um valor fixo cobrado pelo serviço, mas a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) oferece documentos discriminando os honorários sugeridos por estado. Em Santa Catarina, por exemplo, a recomendação da OAB regional é pela cobrança de 10% sobre todos os bens para inventários sem litígio. Havendo litígio, além dos 10%, a OAB indica 2% a mais sobre o quinhão de cada herdeiro.

Custos e taxas processuais: essas são despesas para cobrir gastos processuais do inventário. O valor depende do patrimônio que será herdado, mas costuma ser bastante inferior aos impostos ou aos honorários, chegando normalmente a pelo menos 1% do montante total.


Quer saber mais como proteger sua família e seu patrimônio?

WhatsApp: (47) 9 9106-7274

E-mail: contato@sherpawg.com.br

www.sherpawg.com.br/cursos

Acompanhe nossas redes sociais e fique sempre atento as novidades!

www.instagram.com/sherpawg

www.facebook.com/sherpawg

54 visualizações

Sherpa Wealth Guides

CNPJ 27.827.416/0001-34

Desenvolvido por JVHS WebDesign

  • Facebook
  • Instagram